Criciúma homenageia o legado de Jardel Bergmann com nome em setor de cadeirantes no Estádio Heriberto Hülse

  • Data de publicação
    02/06/202413h19
  • 02/06/2024
    POR: Imprensa
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O Criciúma Esporte Clube tem a honra de anunciar uma homenagem especial ao falecido torcedor Jardel Bergmann, uma figura icônica, querida e o primeiro torcedor cadeirante a acompanhar os jogos do Criciúma no estádio Heriberto Hülse. Em reconhecimento ao seu compromisso inabalável e amor pelo clube, na tarde deste domingo (02/06), o setor para cadeirantes no Majestoso levou o nome de Jardel Bergmann.

Localizado na entrada do gol do Colegião, o espaço atualmente designado para cadeirantes no estádio tem uma conexão direta com a presença constante de Jardel. Seu compromisso inabalável com o clube contribuiu para a criação desse espaço acessível, permitindo que outros torcedores com mobilidade reduzida desfrutem dos jogos em segurança e conforto “O Criciúma era a vida dele, como cadeirante, tinha suas limitações de atividades no dia a dia, o dia dele era escutar as rádios, tudo o que falava sobre o Criciúma, ficava o dia inteiro assistindo futebol, não perdia um jogo do Criciúma por absolutamente nada” comenta o sobrinho de Jardel, Bruno Bergmann.

Como primeiro cadeirante a frequentar o estádio, Jardel Bergmann deixou uma marca indelével na história do clube, pois sua devoção ao Tigre atravessou décadas, desde os anos 1980 até o início dos anos 2000. "Jardel Bergmann personificava o verdadeiro espírito do torcedor do Criciúma. Sua paixão, compromisso e amor pelo clube inspiram-nos até hoje. Essa homenagem é uma pequena forma de reconhecer tudo o que ele fez pelo Tigre e pela comunidade." Ressalta o presidente Vilmar Guedes.

Final em 91

No emblemático ano de 1991, ano em que o Tigre se sagrou campeão da Copa do Brasil, Jardel tem uma história para lá de especial na sua memória, assim como de inúmeros torcedores que vivenciaram aquela final. “Ele como cadeirante chegou no estádio meio-dia, o jogo era as 18 horas, a final contra o Grêmio, ficou lá na cadeira de rodas, com toda dificuldade, mas queria estar lá, pois ele estava em um lugar no estádio que não tinha ainda um ambiente propício, pois não tinha ainda uma área de cadeirantes, e ele ficava ali, onde hoje o espaço é reservado aos cadeirantes” relembra Bergmann.

Jardel e o Tigre: paixão inabalável

Para Jardel, o futebol era mais do que apenas um jogo; era uma paixão que transcendia as barreiras físicas. Seus avós, Seu Pedro Bergmann e Dona Adília Nichele Bergmann, desempenharam um papel fundamental em facilitar sua participação nos jogos, mantendo a chave do portão de acesso mais acessível “meu avô tinha a chave do portão no lado do Colegião, o clube tinha entregado a chave para ele, porque aquela entrada não tem escada, e era o melhor lugar, de fácil acesso. Naquela época, nos anos 90 até o início dos anos 2000, não tinha o setor reservado para o cadeirante, somente depois que ele faleceu que fizeram o espaço para cadeirante no estádio” ressalta Bergmann.

Em 27 de março de 2001, Jardel Bergmann nos deixou devido à sua batalha contra a distrofia muscular. Sua partida deixou uma lacuna no coração da comunidade do Criciúma Esporte Clube. Naquela época, o clube prestou homenagem a Jardel com um minuto de silêncio durante a partida contra o Marcílio Dias, seu adversário daquele dia. Jardel foi enterrado com a bandeira do Tigre, uma demonstração tocante do seu amor eterno pelo clube.

Seu legado continua vivo, e agora, com o setor para cadeirantes do estádio levando seu nome, Jardel Bergmann será eternamente lembrado por sua dedicação e paixão pelo Criciúma Esporte Clube.

 

Fotos: João Vitor/ Tv Tigre

TAGS: #homenagem

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